Guarda, Covilhã e Penhas da Saúde
Este interior é místico, o meu Portugal mais saboroso e de vista graciosa. As grandes cidade estão desejosas por crescer mais e são já tão velhas.
Da viagem até lá surgem as paisagens mais simpáticas. Um verde vasto, igrejas e capelas altas a cada povoado. São estas as pontes naturais que caem na graça de quem sou. São estas palavras e fotografias que me alimentam de esperança pelo Portugal que não posso esquecer.
Guarda encerra os tantos caminhos antigos. A sua Sé gótica só por fora me encantou. Estava fechada nas portas e no terreno por casas com histórias por contar (ou por saber) e uma praça aberta que de tal contraste me provocou dores. E foi nessa praça que o café se deitou sobre o cigarro. E foi nessa praça que vi, da esplanada, a Sé como vizinha e me recordei do tempo que passava a escrever.
Na Covilhã as gentes e a geografia e a UBI e a força do Sol e a altitude que vive em precipício. De um cidade em tempo tão industrializada restam agora essas paredes a revestir a universidade dos argumentos práticos. As ruas e rotas desta pequena cidade não me fizeram ir longe mas antes pude voar pelos degraus que a escalavam e surgiu a graça da cidade miniatura, das gentes pequenas.
Mas só acima da Covilhã, a 1200 metros de a(l)titude, é que me curei. Um Sanatório em que procurei me encontrar, naquelas Penhas da Saúde. Com a vista surreal de um castelo na sua torre mais alta, com a natureza envolvente das pacíficas margens de Avalon. Tinham saído já os cheiros voluptuosos, as luzes graciosas. Pareciam ter ficado somente os restos mortais do que foi curado, moscas a envolver paredes inteiras com ruídos macabros. Nas fotografias as provas.
Sérgio Santos
São João da Madeira
12 de Agosto de 2009
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