Nogueira do Cravo
Viajo à terra dos meus sonhos mais íntimos, à terra das faces queridas e ruas históricas.
Recordo os primeiros anos que descobri o mundo fora das sete paredes do meu quarto e que o partilhei em conversas e vivências que moldaram toda a minha existência. Escadarias, bancos, Rua da Insónia e Árvore 25... os lugares que mudaram, os que já não são. As paisagens que, como a minha, cresceram justamente. O tempo tudo torna em cinza.
Vem a chuva do Verão fortalecer-me na terra onde me plantei em segredo. Vem, atentamente, o Sol às folhas alimentar-me.
Estou feito com a terra que me pariu, numa adolescência feliz a mente formada.
Vento, frio, traz-me o sabor de outras raças e outros tempos. Sente nas minhas mãos a indisciplina que te aprende a falar.
Faz-me, também, vento noutro tempo.
Sérgio Santos
Nogueira do Cravo
24 de Agosto de 2009
domingo, 30 de agosto de 2009
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